sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Não sei quantas almas tenho

Não sei quantas almas tenho Não sei quantas almas tenho. Cada momento mudei. Continuamente me estranho. Nunca me vi nem acabei. De tanto ser, só tenho alma. Quem tem alma não tem calma. Quem vê é só o que vê, Quem sente não é quem é, Atento ao que sou e vejo, Torno-me eles e não eu. Cada meu sonho ou desejo É do que nasce e não meu. Sou minha própria paisagem; Assisto à minha passagem, Diverso, móbil e só, Não sei sentir-me onde estou. Por isso, alheio, vou lendo Como páginas, meu ser. O que segue não prevendo, O que passou a esquecer. Noto à margem do que li O que julguei que senti. Releio e digo: “Fui eu?” Deus sabe, porque o escreveu. Fernando Pessoa

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Dentro da eternidade e a cada instante.

SONETO DO AMOR TOTAL Amo-te tanto, meu amor... não cante O humano coração com mais verdade... Amo-te como amigo e como amante Numa sempre diversa realidade Amo-te afim, de um calmo amor prestante, E te amo além, presente na saudade. Amo-te, enfim, com grande liberdade Dentro da eternidade e a cada instante. Amo-te como um bicho, simplesmente, De um amor sem mistério e sem virtude Com um desejo maciço e permanente. E de te amar assim muito e amiúde, É que um dia em teu corpo de repente Hei de morrer de amar mais do que pude. Vinicius de Moraes Rio de Janeiro , 1951

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Tudo é transitório, nada é eterno e tudo passa.

- Minha filha, todos nós temos hora para nascer e para abandonar o corpo físico, mas, quando adiantamos essa hora, as consequências são extremamente dolorosas para o espirito. Não pense que está conversando comigo em carne, pois não está. Primeiro tem de compreender que durante o sono o espirito se livra do corpo carnal e vai ter com outros espíritos, que lhe são caros, assim como está acontecendo em nosso caso. Muitos encarnados. Quando se veem em apuros, acham que a morte é a única solução; porém, estão extremamente enganados, pois podem se livrar dos problemas que os afligem na carne, mas acabam caindo em aflições bem piores. A morte não é o fim de tudo e a pessoa continuará a existir em espirito; sendo assim, a perturbação que acompanha esse espirito, que mutilou o corpo carnal e também espiritual é extrema. O único que tem o direito de tirar a vida é quem dá, ou seja, Deus. A pessoa que se entrega ao desespero denota falta de fé, e não leva em consideração que Deus está presente em cada momento de sua vida. Não lastime minha ausência, confie em Deus e não se esqueça de que um dia estaremos juntos, pois a separação é temporária. Aproveite sua estada na terra e enfrente os problemas com força e alegria, pois tudo é transitório, nada é eterno e tudo passa. Do livro Laços que não se rompem.

domingo, 14 de fevereiro de 2016

❤️Happy Valentine's Day❤️

O amor está no ar...hoje é dia 14 de fevereiro Viva o dia de São Valentim! "Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.O amor nunca falha..." 1 Coríntios 13

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Espera

Quem há no mundo que aflições não passe, Que dores não suporte? Mais ou menos d’angústias cabe a todos, A todos cabe a morte. A vida é um longo fio negro d’amarguras E de longo sofrer; Semelha a noite; mas fagueiros sonhos Podem de noite haver. Por que então maldiremos este mundo E a vida que vivemos, Se nos tornarmos do Senhor mais dignos, Quanto mais dor sofremos? Quantos cabelos temos, Ele o sabe; Ele pode contar As folhas que há no bosque, os grãos d’areia Que sustentam o mar. Como pois não será ele conosco No dia da aflição? Como não há de computar As dores do nosso coração? Como há de ver-nos, sem piedade, o rosto Coberto d’amargura; Ele, senhor e pai, conforto e guia Da humana criatura? Se o vento sopra, se se move a terra Se iroso o mar flutua; Se o sol rutila, se as estrelas brilham, Se gira a branca lua; Deus o quis, Deus que mede a intensidade Da dor e da alegria, Que cada ser comporta – num momento D’arroubo ou d’agonia! Embora pois a nossa vida corra Alheia da ventura, Além da terra há os céus,e Deus protege Toda criatura! Viajor perdido na floresta à noite, Assim vago na vida; Mas sinto a voz que me dirige os passos E a luz que me convida. Gonçalves Dias

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Perdão

O perdão é um processo. O perdão não acontece de repente, Nem é uma palavra apenas. Não pode ser verdadeiramente demonstrado, Se não for sentido. É o caminho para a PAZ. O rancor é uma âncora que nos prende em um mar de amarguras e sofrimentos; portanto, só nos traz infelicidades, e a infelicidade gera uma série de maldades e dor. A marca mais resplandecente das grandes almas é a ausência de rancor. Jesus, nosso condutor, tentou nos ensinar que devemos perdoar quantas vezes forem necessárias e, no momento culminante de seu calvário, pediu ao Pai que perdoasse a nossa ignorância, porque, obviamente, não carregava nenhum rancor no coração, por mais que a Ele infligíssemos toda dor possível. Embora as religiões mais tradicionais tenham deixado no tempo a imagem de um Jesus triste, não consigo imaginar um espírito mais alegre do que Ele. A energia desprendida por um coração amargurado pelo rancor impede o crescimento até mesmo no sentido do fisiologismo evolutivo do espírito. Se o perdão não acontece, fica encalacrado nos tecidos sutis do espirito um desarranjo, um desequilíbrio, que se perpetua tanto na organização de futuros revestimentos físicos quanto na saúde mental. Quando cometemos qualquer tipo de erro, produzimos desequilíbrios em nossa consciência. É claro que, quando cometemos qualquer erro que possa gerar dor aos semelhantes, também desequilibraremos a consciência. Porém, nesta situação, além da dor que causamos, se este semelhante não tem a fácil capacidade de perdoar (o que é o mais provável) estaremos causando um mal triplo: com a nossa consciência que se desequilibra, com a dor propriamente dita que causamos no semelhante e com a âncora energética e evolutiva que possibilitamos que se desenvolva neste semelhante. Uma lastima! Do Livro Perdão de Mauro Camargo

Obrigada Mozart!

Encontrar adjetivos para a Arte de Mozart não é tarefa muito fácil.Quando ouço suas canções, viajo literalmente,Tenho uma curiosidade: Será ...